6.7.16

Vamos nos conectar!

O blog está bastante parado, mas estou muito ativo em outras plataformas, Vamos nos conectar? ;)

Meus artigos estão sendo publicados em jornais de grande circulação e reproduzo alguns no "Pulse", do Linkedin. O link para o meu perfil é este: https://br.linkedin.com/in/rafaelparente






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2.7.15

Dias tristes para uma nação que carece tanto de mais educação

Poderíamos tratar de assuntos muito mais relevantes para o futuro do país, como a reforma da gestão pública, a priorização da educação, a melhoria de políticas de segurança e de saúde ou mais investimentos para a inteligência, a formação e os equipamentos da força policial.

Poderíamos fazer avançar uma nova política de drogas que funcione de verdade, perseguindo as grandes cabeças que lideram o tráfico de drogas, tráfico de armas, tráfico de humanos, entre outros tantos tráficos que limitam o nosso desenvolvimento. Se deixássemos de prender usuários e pequenos traficantes, por exemplo, teríamos uma população carcerária 25% menor e poderíamos usar esse dinheiro em questões mais importantes de tratamento, educação e prevenção contra o uso de drogas, legais e ilegais. Poderíamos quebrar o poder econômico dos traficantes regulando o uso da maconha e de todas as drogas e, com mais campanhas, veríamos o número de usuários despencar, como aconteceu com o cigarro.

Poderíamos debater que medidas são necessárias para que tenhamos um judiciário mais eficiente, como podemos diminuir não só a sensação, mas a impunidade mesmo. Como podemos ter governos mais eficientes? Como podemos receber mais pelos altos impostos que pagamos a cada dia?

Poderíamos ler mais, estudar mais, ouvir especialistas e buscar dados científicos antes de compartilhar meias verdades nessa nova praça pública que é a rede social. Poderíamos tentar entender porque a tendência mundial é reverter a diminuição da maioridade penal, como hoje acontece nos EUA. Poderíamos participar de discussões mais complexas e respeitosas, ao invés de fazer ataques odientos, baseados em achismos.

Poderíamos questionar a manobra de um político e se isso é realmente o mais relevante que ele pode fazer no momento. Que interesses bancam as ações desse senhor?

Infelizmente, nada disso está acontecendo. E nosso país vai retrocedendo, sob os aplausos da maioria que grita, mas não estuda.

22.10.14

TEDx do Banco Mundial

No dia 09 de outubro último, a convite da querida Claudia Costin, participei do TEDx do Banco Mundial. O tema geral era a erradicação da pobreza e eu falei sobre a Educopédia e como podemos disseminar inovações educacionais em escala. Na mensagem, falava da importância dos 3 is: Inovação, Inspiração e Infraestrutura. Confiram o vídeo da apresentação e a tradução a seguir: 




O Tamanho, os Olhos e os is

Eu gostaria de começar a minha fala com um pedacinho de um poema escrito pelo Caeiro:

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…

Então, o que vocês veem? O que foram ensinados a ver?

Estou aqui para contar uma história de um menino que mora num bairro humilde do Rio de Janeiro. Vamos chamá-lo de Carlos, mas esse não é o seu nome real. Carlos e seus amigos não sentiam que o que acontecia na escola era relevante. Eles gostavam de ir à praia, praticar esportes e jogar, mas não gostavam de ficar num lugar tão diferente de tudo o que curtiam fazer.

Essa história é, na verdade, bem parecida com as histórias de crianças e jovens pelo mundo por uma triste coincidência: eles não conseguem aprender em suas escolas. Consequentemente, eles não desenvolvem suas potencialidades e não têm o direito de sonhar ou de batalhar por seus sonhos. A falta de qualidade na educação não só fecha os olhos das crianças para tudo o que elas podem fazer por elas e pelo mundo, mas é também a razão principal pela qual nós temos tantos desafios enormes em outras áreas como saúde, segurança, paz e  desenvolvimento sócio-econômico. Transformar a educação pública e abrir os olhos das crianças é minha missão de vida e a razão pela qual eu saio da cama todos os dias.

Mas vamos voltar para a história do Carlos. Em 2009, nós começamos a pesquisar por que tantas alunas e alunos não estavam aprendendo. Uma das conclusões interessantes foi que não eram apenas os alunos, mas os professores também não estavam motivados. Ambos diziam que faltava clareza nos objetivos do que precisavam ensinar e aprender e que também precisavam de mais recursos. Então nós desenhamos um plano ambicioso baseado em três is. Nós queríamos causar grandes mudanças em todas as escolas, então sabíamos que precisávamos do primeiro i: INOVAÇÃO. Com nossos professores, criamos orientações curriculares claras e cadernos pedagógicos para cada série e matéria. Depois, criamos a Educopédia, uma plataforma colaborativa de aulas digitais que pode ser usada por professores e alunos de qualquer lugar e em qualquer momento. Nossos próprios professores criavam as aulas incluindo textos, vídeos, jogos, testes e planos de aula que cobriam todo o currículo. Também incluímos livros transmidiáticos e uma ferramenta para que professores e alunos pudessem criar seus próprios livros digitais, individualmente ou em grupos.

Quando Carlos começou a usar a Educopédia, foi amor à primeira vista. Mas isso não era suficiente. Nós queríamos que todos os alunos e professores quisessem usar a plataforma e se sentissem confortáveis com essa utilização. Então, precisávamos do segundo i: INSPIRAÇÃO. E eu não estou falando sobre inspirar crianças, apesar disso ser super importante. Estou falando sobre inspirar aquelas pessoas que realmente fazem a diferença. Nesse caso eram os professores. Mas em outros casos poderiam ser médicos, engenheiros, ou bombeiros. Se você quer que as pessoas transformem o mundo, você precisa inspirá-las pra valer. Então, nós criamos os embaixadores da Educopédia, um grupo de professores e alunos que já eram inovadores e que tinham de ajudar e inspirar seus colegas. Se alguém não soubesse usar a plataforma ou se houvesse qualquer tipo de resistência, por qualquer motivo, os embaixadores precisavam se esforçar para contagiar essas pessoas positivamente. Então a minha equipe selecionou e inspirou esse grupo de embaixadores para que eles pudessem inspirar os outros. O Carlos não só se tornou um aluno-embaixador, mas criou um blog para trocar experiências com outros alunos-embaixadores. Foi nesse momento que ele me convidou para visitar a sua escola e nós nos divertimos um bocado.

A essa altura nós já tínhamos ferramentas e processos inovadores e também tínhamos pessoas inspirando os colegas. Nós precisávamos do terceiro i para escalar a mudança, que era INFRAESTRUTURA. Você não pode gerar demanda e não dar às pessoas tudo o que elas precisam para mudar hábitos, culturas e modelos mentais. Isso significa não somente disponibilizar investimentos, equipamentos e instalações, mas a forma como você faz isso é crucial. É importante fazer um planejamento de trás para frente, priorizando onde se quer chegar e prestando muita atenção nos detalhes. Qualquer pequeno erro pode prejudicar todo o processo de implementação. Também é fundamental planejar todas as etapas do plano de melhorias com a participação de representantes dos usuários da nova infraestrutura – nesse caso, alunos e professores. Nós decidimos instalar netbooks, projetores e caixas de som em todas as salas de aula para que eles pudessem usar a Educopédia, mas os detalhes de como isso seria feito foram cuidadosamente pensados por um time multi-disciplinar que incluía professores, alunos, engenheiros e deseigners. Essas pessoas vêm de mundos diferentes e falam línguas diferentes, mas quando começaram a trabalhar juntos, eles começaram a compreender os outros pontos de vista e abrir os olhos das outras pessoas. Carlos, seus amigos e professores participaram no planejamento, na implementação e na utilização da nova infraestrutura tecnológica.

E isso não é tudo. Carlos se tornou um dos melhores alunos de toda a rede. Esse garoto simples ousou participar da seleção das três melhores escolas de Ensino Médio da cidade e conseguiu se classificar para as três. Hoje, ele ainda volta na sua escola antiga para ajudar professores e alunos. Além disso, com a ajuda da Educopédia em 2011, o Rio de Janeiro conseguiu os maiores avanços em aprendizagem entre todas as maiores cidades do Brasil.

Então eu concordo com Marcel Proust que “a verdadeira viagem de descobertas consiste não em buscar novas terras, mas em ter novos olhares”. Educação consiste em gerar novos olhares, inclusive em nós mesmos. Se queremos criar transformação em escala, nós precisamos dos três is: inovação, inspiração e infraestrutura. Se queremos resultados diferentes, precisamos pensar e agir de forma diferente. Se queremos que as pessoas mudem o mundo e inspirem as outras, primeiro temos de inspirá-las. E se queremos mover montanhas, precisamos da infraestrutura apropriada e precisamos usá-la bem.


Se nós usarmos os 3 is e abrirmos os nossos olhos como Carlos fez, se todos nós sonharmos e construirmos juntos, não haverá limites para a quantidade de novos olhares e melhores futuros que nós ajudaremos a criar. Chega de desperdiçarmos vidas. Obrigado.

24.4.14

A escola protagonista -- como seria a sua escola ideal?

A escola protagonista inova em conteúdo, método e gestão, com o objetivo de desenvolver plenamente as potencialidades e descobertas de crianças e jovens, para que eles se tornem cidadãos autônomos, solidários e competentes.


A escola antiga é desinteressante, distante da realidade das crianças e jovens e não os prepara para a universidade, o trabalho ou para a vida. A escola protagonista se apropria e produz novas tecnologias educacionais, mudando os papeis dos alunos, que passam a ser o centro do processo de aprendizagem, e dos professores, que se transformam em mentores e enxergam o desenvolvimento educacional de forma muito mais ampla.


A escola antiga funciona como uma fábrica, padronizando comportamentos, atitudes e visões. A escola protagonista muda o espaço de aprendizagem e a turma enquanto escala, personalizando o processo de aprendizagem com a ajuda das novas tecnologias e de inteligência artificial. Ela reconhece e valoriza a complexidade humana, a diversidade e a singularidade, promovendo uma variedade de atividades, metodologias e ferramentas, e respeitando diferenças em necessidades, gostos e estilos. A escola protagonista inspira e desafia cada criança e jovem para que eles sejam protagonistas de suas jornadas pessoais de transformação, aprendendo e ensinando, em todos os lugares e a qualquer tempo.


A escola antiga apresenta o conhecimento compartimentalizado e aposta na memorização de fatos e dados. A escola protagonista abraça a complexidade do humano e da realidade com a educação interdimensional e projetos permeados pela transdisciplinaridade. Ela desenvolve as várias dimensões humanas (afetiva, corpórea, filosófica e racional), proporciona uma viagem de descoberta do si paralela à descoberta do mundo, levando o aluno a se reconhecer como agente transformador, que é transformado enquanto transforma.


A escola antiga prepara o aluno para testes. A escola protagonista avalia competências e habilidades das várias dimensões humanas, verificando se as crianças e jovens são capazes de mobilizar, interagir e reconstruir conhecimentos, aplicando-os em si e no mundo, de forma e em tempos adequados.


A escola antiga estimula o conformismo, a passividade e o imobilismo. A escola protagonista aposta na colaboração, no experimentalismo, na curiosidade e na criatividade para que ela própria se reinvente sempre. Ela não se distancia do bairro, da cidade ou do mundo. Ela está no mundo e o mundo está nela.


"A escola protagonista é a escola necessária para que cada jovem possa desenvolver, em sua trajetória biográfica, as promessas que trouxe consigo ao vir a este mundo e, igualmente, a escola que o Brasil necessita e requer para responder pró-ativamente aos imensos desafios que a história nos coloca." Antonio Carlos Gomes da Costa

(Inspirado nos pensamentos do Professor Antônio Carlos Gomes da Costa e na experiência com o GENTE -- gente.rioeduca.net)

23.3.14

Recursos sobre a personalização da aprendizagem

Diferenciar, individualizar e personalizar o ensino (Porvir):
http://porvir.org/porpensar/diferenciar-individualizar-personalizar-ensino/20120822

Reflexões sobre as qualidades da personalização do ensino: http://www.ipv.pt/millenium/ect10_pimtl.htm

Modelos inovadores de escolas e de aprendizagem (em inglês):
http://nextgenlearning.org/breakthrough-model-designs

Blog super bacana sobre a transformação do processo de aprendizagem (em inglês):
http://www.blendmylearning.com/

Artigos, eventos e ferramentas (em inglês):
http://gettingsmart.com/

Mapa de produtos e serviços relacionados à integração de educação e tecnologia:
http://www.newschools.org/entrepreneurs/edtechmap

Artigo (em inglês) sobre a discussão do significado de personalização:
http://blogs.edweek.org/edweek/edtechresearcher/2012/06/battling_over_the_meaning_of_personalization.html

Vários artigos interessantes sobre a mistura de aprendizagem presencial e online:
http://www.christenseninstitute.org/our-work/?typespublications=white-papers&subjects=education

Documentário sobre aprendizagem informal (em inglês):
http://www.edutopia.org/is-school-enough-informal-learning-resources

Artigos (em inglês) sobre outras dimensões da aprendizagem personalizada:
http://www.hse.org.uk/hse/index.php/research-publications/occasional-papers/

Material do GELP distribuído durante a visita a escolas em Nova York:
https://drive.google.com/folderview?id=0Bx4tsBwvW9GHdFllemZlUl9nNTA&usp=drive_web

Página de uma das escolas mais interessantes que eu conheci nessa visita:
http://www.cityas.org/

Outros recursos do GELP:
https://drive.google.com/folderview?id=0B8HUJVsTHIJoVHZGVjFsX2p5SFE&usp=sharing

29.1.14

Balanço da gestão


A RevistaPontoCom publicou essa semana uma entrevista comigo com um balanço desses quatro anos que estive como subsecretário na SME Rio. Acho que o texto ficou bem legal (a foto, que é beeem antiga, não rs...). Reproduzo abaixo as partes que mais gostei e agradeço o jornalista Marcus Tavares e a Revista pela oportunidade.

revistapontocom – Sua passagem pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro foi marcada, mais fortemente, pela criação do Educopédia e mais tarde pela implementação do Gente. Qual foi o significado destes projetos?

Rafael Parente – Acho que há algumas coisas relacionadas aos dois projetos que são mais importantes do que simples ações ou programas isolados. Conseguimos incentivar a inovação, o pensamento, o planejamento e a realização colaborativa, com o empoderamento dos professores e dos alunos. Buscando, assim, repensar posturas, espaços e metodologias cristalizadas há séculos. A rede mostrou que está sedenta por inovações e por poder fazer melhor e diferente, desde que tenha vez, voz e o ambiente adequado.

revistapontocom – O que deu certo e o que não deu nestes projetos? O que ficou?

Rafael Parente – Muita coisa deu certo e muita coisa precisou ser melhorada. Falo abertamente que comecei o trabalho com metas ousadas demais, como ter internet suficiente (banda realmente larga) e estável funcionando em todas as escolas e salas de aulas até o final do meu primeiro ano como subsecretário. A realidade mostrou que tudo era muito mais difícil do que eu previa inicialmente e que tinha uma visão ingênua dos possíveis desafios que encontraria no meio do caminho. A Educopédia se estabeleceu como a principal plataforma de aprendizagem no país hoje. Ela tem reconhecimento nacional e internacional. É usada em várias cidades. Nossas pesquisas internas mostram que a maioria adota, usa e quer continuar usando. O Gente, ainda que muito novo, também já tem reconhecimento nacional e internacional. Faz parte de uma lista das 80 escolas mais inovadoras do mundo. E os comentários que recebemos dos visitantes (e dos professores e alunos da escola) são incríveis. Por outro lado, poderia fazer uma lista gigante de coisas que não deram certo. Não consegui resolver o problema de estrutura suficiente para a utilização da Educopédia em toda rede. Muitas escolas (cerca de 40%) ainda não têm internet de qualidade. É preciso intensificar o desenvolvimento profissional de professores e gestores para que eles possam estar mais preparados para mudarem os seus papéis nas escolas e na rede. É preciso abandonar velhos discursos e comportamentos, criticar a realidade com responsabilidade e assumir a postura de agentes de transformação. Isso eu digo em relação a todos da comunidade escolar, incluindo os parceiros, os voluntários, os estagiários e os alunos. Com relação ao Gente, vimos que um ano era muito pouco tempo para internalizar todas as mudanças que havíamos planejado. A personalização da aprendizagem, o desenvolvimento de educação interdimensional (todas as dimensões do humano) e a aprendizagem baseada em projetos transdisciplinares aconteceram somente pela metade.

revistapontocom – O que os professores aprenderam com estes projetos?

Rafael Parente – Muitos viram que, com as novas tecnologias, podem aumentar a motivação dos alunos (e sua própria motivação). Podem romper barreiras de tempo e espaço, melhorar relacionamentos e personalizar o processo de aprendizagem, colocando o aluno no centro. Mas acho que o mais importante foi que os professores aceitaram e realizaram tarefas com excelência, sendo protagonistas de grandes transformações que não perdem para nenhuma outra rede de educação no mundo.

revistapontocom – O que os gestores aprenderam? O que você aprendeu?

Rafael Parente – Acho que os gestores das escolas também passaram a acreditar que podem e devem querer ousar mais em seus planejamentos e suas estratégias. Eu aprendi um mundo de coisas. Costumo dizer que quando comparo a minha aprendizagem no programa de PhD (em educação internacional, da NYU, que conclui em 2012) e a aprendizagem enquanto subsecretário, esse período como subsecretário me valeu como mais dois ou três PhDs. Creio que as aprendizagens mais importantes tenham a ver com a natureza humana, que é necessário estabelecer vínculos fortes e confiança antes de propor mudanças radicais de postura e pensamento. Uma segunda grande aprendizagem está relacionada com a natureza da gestão pública: as regras que regem a administração pública são ultrapassadas e alimentam a inércia, tornando as mudanças e a inovação coisas quase proibitivas. Não conseguiríamos realizar nem um terço do que fizemos não fossem as parcerias com institutos e fundações. Leva-se uma eternidade para conseguir implementar, de fato, qualquer mudança séria no setor público. Isso não pode continuar assim. Precisamos de mais modernidade e agilidade e nossos legisladores e governantes precisam estar atentos a isso. Por fim, aprendi muito em relação a mim mesmo, enquanto pessoa e profissional. Amadureci um bocado e aprendi a ouvir mais quem está na ponta antes de qualquer planejamento ou interferência. Passei a buscar mais a humildade e a admirar a habilidade de ouvir os outros.

Aqui está o texto completo: http://www.revistapontocom.org.br/entrevistas/mudancas-na-secretaria-municipal-de-educacao-do-rio

12.9.13

Você realmente sabe o que é verdadeiro na internet???

No começo do mês, a revista Exame publicou, em sua página oline, um artigo que dizia que "estudantes criam garrafa que converte água do mar em potável". Poucos dias depois, o mundo inteiro compartilhou um vídeo de uma suposta garota que tenta fazer uma dança sensual e acaba sofrendo um acidente, quebrando uma mesa de centro e suas roupas pegando fogo.

Mas... SURPRESA! Tanto a notícia quanto o vídeo não correspondem à realidade! A garrafa era somente um protótipo para um concurso de design. Apesar de nós já termos a tecnologia necessária para transformar água do mar em potável, ainda estamos longe de uma tecnologia avançada que funcionaria numa pequena garrafa. O vídeo foi criado por um programa de TV americano como uma pegadinha mesmo. A intenção do programa era testar o quanto as pessoas acreditariam que o vídeo era verdadeiro. Depois de algum tempo, o programa divulgou o vídeo completo e vemos que tudo não passou de uma brincadeira:





Qual a moral da história? Com a quantidade de novas informações que recebemos todos os dias por email, redes sociais e telefones celulares, está cada vez mais difícil saber o que é, de fato, verdadeiro. E a tendência é piorar... Quantos de nós já não compartilhamos essas correntes, notícias sobre alimentos que curam, ou notícias sobre privacidade nas redes sociais? Há alguns meses um texto satirizando essa última questão e eu compartilhei no Facebook:

"O Facebook contratou a Fada do Dente para procurar usuários que não escovam os dentes antes de dormir. Se isso acontecer com você, um duende perneta te ligará à cobrar de um reino tão tão distante e pegará o número do seu cartão de crédito e o Facebook lhe cobrará uma taxa de R$ 5,00. E isso não é tudo! Uma vez que isso ocorra, seu nome será removido automaticamente das listas de presente do Papai Noel e do Coelho da Páscoa! Se você NÃO concorda com isso, compartilhe no seu mural, dê três pulinhos, gire feito bayblade por 10 minutos e pare com um pé só sem cair.Ah! E quando fizer um novo LOGIN no Facebook, pare para ler a informação que diz: O FACEBOOK É GRATUITO E SEMPRE SERÁ."

Pessoal, essa mensagem (e versões) estão pipocando por aí, satirizando todas as falsas mensagens criadas e compartilhadas não só no FB, mas em outras redes sociais e por email. Fica a lição da gente desconfiar sempre do que lemos na internet (inclusive de mensagens relacionadas à saúde ou religiões). Sempre que algo parecer errado, dê uma googlada nas palavras chave e busque versões diferentes da mesma informação. Para os educadores, é super importante ensinar nossos alunos sobre isso para que eles também desenvolvam esses hábitos"


3.9.13

Sobre a importância das avaliações externas

É claro que as liberdades de expressão e de imprensa são pré-requisitos para qualquer democracia. Mas as críticas, quando feitas com descuido e sem embasamento, causam um enorme desserviço. Refiro-me, hoje, aos artigos nos Jornal O Dia e Jornal do Brasil que criticam a contratação de uma empresa para a aplicação de avaliações externas. São tão superficiais que chegam a ser medíocres. É essencial compreender a fundo uma questão para conseguir criticá-la com legitimidade.

Que tal lermos um pouco sobre a importância e a necessidade das avaliações? Por que os itens precisam ser muito bem produzidos, pré-testados e calibrados? Por que a prova precisa seguir a TRI (Teoria de Resposta ao Item)? Por que precisamos de avaliadores externos ao invés da aplicação pelos próprios professores? Como essas aplicações auxiliam a melhorar a educação pública? Por que boa parte das secretarias de educação no Brasil usa avaliações externas? Tudo isso pode ser justificado, quando se tem um pouco de boa vontade para aprender outras versões.

Fica o meu apelo, novamente, para refletirmos e abraçarmos a complexidade do que vivemos, dialogando e buscando aprofundar nossos conhecimentos. Deixo, abaixo, alguns links que podem ajudar a entender melhor sobre o assunto:











Links para os artigos:

18.8.13

Buscando a reflexão e o diálogo

Essa é uma mensagem para Professoras e Professores do Rio, um pedido para que não deixem de refletir e dialogar. Quero deixar minha opinião sincera aqui, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. Sei que o texto é longo, mas, quem tiver paciência e quiser conversar sobre o assunto, estou sempre à disposição, virtualmente ou presencialmente. E quem quiser deixar comentários, faço um único pedido: vamos conversar com respeito e educação ;)

Primeiro, todo mundo sabe que o país PRECISA priorizar a educação pública por uma série de razões. A mais importante, na minha opinião, é que o futuro dos brasileirinhos precisa de educação de qualidade para que eles possam desenvolver todo o seu potencial e se transformar em cidadãos críticos, autônomos, solidários e competentes. Todo mundo também sabe que, para termos uma educação pública de qualidade, PRECISAMOS melhorar salários, escolas, condições de trabalho, desenvolvimento profissional, planos de carreira e precisamos reconhecer essa profissão como a mais importante de todas. 

Aqui no Rio não é diferente. Acompanho de perto o que acontece dentro da gestão e testemunho a batalha pra se fazer mais e melhor todos os dias. Nas escolas, nas CREs, no nível central, estão todos "matando um leão por dia" pra conseguir que as coisas aconteçam da melhor forma possível. Acredito, sinceramente, que a Secretária faz o máximo que pode para reconhecer, auxiliar e melhorar o que acontece na rede, para os alunos, em primeiro lugar, e para os profissionais, em segundo. Nós queremos tudo aquilo que eu descrevi ali em cima. Mas existe uma distância grande entre o que a gente quer e o que a gente consegue/pode fazer nesse contexto, como em vários outros contextos da vida. 

Todo mundo concorda que o salário inicial está longe do ideal. Ainda assim, o piso da cidade do Rio de Janeiro está entre os 3 melhores das capitais brasileiras (http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/08/1325538-fora-da-lei-11-capitais-negam-tempo-livre-a-professores.shtml). Compreendo que o Rio é uma das cidades mais caras do mundo e que precisamos pensar em alternativas. Por outro lado, a única capital que tem uma rede quase tão grande quanto a nossa é São Paulo, uma cidade também muito cara, com um orçamento maior e que tem salários mais baixos do que os do Rio. Eu não quero dizer que o salário está bom, mas que, num contexto desses, é sensato acreditar que o piso possa estar próximo ao que é viável no orçamento.

Além disso, temos um monte de leis que aparecem, mas nossos legisladores por vezes não param pra analisar a situação com o cuidado que ela requer. Temos, por exemplo, a lei do 1/3: os professores têm direito a 1/3 da jornada fora da sala de aula para atividades diversas. O Conselho Nacional de Educação acabou de concluir que sim, as redes têm de cumprir a lei, mas podem cumprir gradualmente. Por que decidiu assim? Porque a lei acarreta uma loucura de reorganização de horários, contratações de mais professores e aumento da folha de pagamento. Não há uma rede razoavelmente grande que não tenha dificuldades pra aplicar a lei em sua integralidade e rapidamente.

Além dessa lei, a rede municipal ainda precisa obedecer a outras: precisa aumentar o número de vagas em creche, universalizar a educação infantil, resolver o problema do calor nas salas de aula e levar todas as escolas a funcionarem em turno único até 2020. Eu queria que alguém me explicasse que mágica será usada para conseguir fazer isso tudo com o orçamento que temos hoje. A conta simplesmente não fecha! Precisamos lembrar que não estamos falando só na construção de creches e escolas, mas na contratação de mais profissionais para creches, escolas, cozinhas, secretarias, etc... Estamos falando também de todo o material, todos os equipamentos essenciais para o funcionamento da unidade.

Com relação à infra das escolas, é claro para todos que temos problemas bem sérios a serem resolvidos. Temos limites no SDP, que é o dinheiro que vai para as escolas fazerem pequenas manutenções. Alguns casos precisam de reforma mesmo, não apenas de manutenções. Um grande obstáculo é que a mesma estrutura é usada para reformar escolas e para construir mais creches e escolas. Então, se você decide construir mais unidades, você acaba prejudicando a rapidez com que poderia fazer reformas. Isso sem contar com a nossa dependência das empresas, que muitas vezes não cumprem os prazos estabelecidos em contratos. É o caso, por exemplo, das revisões elétricas da Light e da instalação de links da Embratel. Vemos que não estou falando de empresas pequenas.

Há uma crítica também contra a meritocracia e contra os instrumentos de gestão. As mesmas pessoas que fazem essa crítica, aplicam a meritocracia com nossos alunos. Aqueles que se dedicam mais, estudam e aprendem, passam de ano. Aqueles que não chegam ao mínimo esperado são reprovados. E quase tudo na vida é assim. Se você estuda, trabalha, se dedica, você passa em concursos, é promovido, recebe mais reconhecimento. Se uma grande reclamação dos professores é sobre a falta de reconhecimento, a crítica à meritocracia e a premiação não deixa de ser uma contradição. Por outro lado, concordo que as regras para premiação podem ser aperfeiçoadas, como tem acontecido nos últimos anos. 

Outras críticas que considero um tanto insensatas se referem à autonomia dos profissionais e os instrumentos da gestão. Para se administrar qualquer coisa, uma casa, por exemplo, precisamos ter ferramentas, procedimentos e dados. O objetivo dos dados é retratar a realidade de forma sucinta para que novas ações sejam planejadas. É claro que a análise qualitativa da realidade também é super importante, inclusive no nosso contexto, mas não há como se administrar a rede sem olhar para os números e sem ter ferramentas e procedimentos padronizados. Essas ferramentas e procedimentos (no nosso caso o currículo, as provas e os materiais de auxílio) são essenciais para que a gente consiga enxergar as escolas que estão conseguindo cumprir bem o seu papel e aquelas que precisam da nossa ajuda, que será diferente e customizada, dependendo do contexto.

Com relação à decisão da prefeitura de cortar o ponto e demitir os professores grevistas que estão em estágio probatório, ainda não houve (até onde eu sei) o pedido da prefeitura para que a greve fosse julgada legal ou ilegal e, portanto, existe realmente esse risco. O sindicato solicitou uma antecipação de tutela, ou seja, para que um juiz proibisse a prefeitura de fazer esse tipo de coisa, mas o pedido foi negado (https://docs.google.com/document/d/1nOdu-aTHDJoLHKUMO1lNxxIKpQFn_5ox4HH09UMyMmA/edit) O juiz diz que os grevistas "devem abraçar os riscos inerentes ao ato, como o corte de ponto e outras sansões, como qualquer trabalhador". Acredito que cada um deva ter o direito de escolher aderir à greve ou não e acho que a coerção, de qualquer lado, precisa parar. A greve precisa ser reconhecida por todos como um direito constitucional, mas não é certo ameaçar ou chamar colegas que resolvem não aderir de covardes.

Para finalizar, acredito que um enorme ganho nesse momento seria um bom plano de carreira para todos os funcionários da rede. Sei que ele não será nem o que quer o sindicato nem o que quer a prefeitura. Deve-se haver uma negociação e um diálogo respeitosos para que consigamos chegar ao melhor plano possível, dentro dos limites legais (lei de responsabilidade fiscal) e orçamentários. Creio que podemos chegar a um novo plano que represente ganhos importantes e reais. Apesar de ser um direito, a greve prejudica a todos: alunos, famílias, professores, funcionários e gestores e precisamos entendê-la como um mal que pode ser às vezes necessário, mas que ninguém deve abandonar a reflexão, a sensatez e o diálogo. 

-------

Tréplicas rs  ;)

Respeito a opinião de todos, mas há alguns comentários que distorcem o que escrevi. 

- Quem quer dialogar não precisa atacar o outro lado pessoalmente, o que é honesto, maduro e inteligente é expressar argumentos convincentes ao invés de buscar desqualificar e agredir;- O salário inicial do Rio, com tickets e benefícios é o melhor entre todas as CAPITAIS, esse é um fato -- em nenhum momento falei de outras cidades, mas das capitais dos estados, que têm redes maiores;- Não questionei a importância do horário do planejamento, mas argumentei que a lei precisa ser cumprida gradualmente. Basta ver as novas aulas no 1o segmento para que os PII tenham pelo menos parte do 1/3;- Não se pode comparar a realidade carioca com a finlandesa. Continuo dizendo que as provas e os materiais são essenciais nesse momento, para a gestão e para garantir a equidade;- Sobre meritocracia, continuo acreditando que os mais comprometidos precisam ser reconhecidos, inclusive financeiramente;- Provas bimestrais e provas externas são instrumentos diferentes com objetivos diferentes. Não argumento que as escolas, contextos, etc, são iguais, mas que há que se garantir equidade;- As apostilas (como as aulas digitais) são instrumentos importantes de apoio e não são de uso obrigatório;- Faço parte da gestão do Rio e compreendo que podemos errar e nos exceder em alguns momentos. 


Finalmente, continuo afirmando: escrevi o texto com o máximo de sinceridade possível e não acredito que agressões possam ajudar de alguma forma na busca por soluções. 




25.7.13

Por que nós REALMENTE precisamos investir 10% do PIB em educação

Como eu REALMENTE acredito nisso, decidi escrever um texto expondo os meus pontos. Boa parte da comparação com outros países não faz o menor sentido por conta de diferenças históricas, sociais e econômicas.  

1. Essencialmente, educação de qualidade custa caro. As melhores escolas têm custos altíssimos e, quando particulares, repassam esses custos para as mensalidades.

2. A grande maioria das pessoas fazem escolhas racionais de que carreira seguir e, obviamente, levam em consideração a remuneração, as condições de trabalho e possibilidades futuras na carreira. Atualmente, não só temos um problema para recrutar talentos, mas também um problema de retenção. É grande o número de professores que abandona as redes públicas por outras oportunidades. Precisamos de remuneração, planos de carreira e condições de trabalho “padrão FIFA” para a atração e retenção de professores, diretores e funcionários motivados e comprometidos.

3. O estado da infraestrutura impacta na condição de trabalho, na saúde e no rendimento de professores e alunos e, finalmente, na qualidade da educação. Muitas escolas, em todas as redes do país, têm problemas (muitas vezes bem graves) de infraestrutura. A manutenção das escolas também não é barata. Esse tipo de custo, ainda muito alto no Brasil, é muito menor em outros países da OCDE.

4. As escolas precisam ter quadros completos, com direção, coordenação e orientação pedagógica, secretaria e pessoal de apoio para a limpeza, cozinha, ordem e disciplina. Essa não é a realidade na grande maioria das escolas no país, mas é realidade na maioria dos países desenvolvidos.

5. Não temos creches, escolas de educação infantil ou universidades suficientes no país e estamos muito longe de suprir a demanda. É preciso lembrar que há custos de construção e de folha de pessoal para ocupar as novas unidades e o custo das vagas em creches e universidades são bem altos.

6. As escolas precisam ser bem equipadas (laboratórios, bibliotecas, internet wireless, enfermaria, etc) e os professores precisam passar por um bom processo de desenvolvimento profissional em serviço. Quanto melhores são os equipamentos e os cursos, maiores são os custos.

7. Houve um atraso histórico no investimento em educação pública no Brasil, que pode ser comprovado quando comparamos a porcentagem da população que pôde frequentar escolas e universidades públicas desde o início do século passado. Essa demora em levar crianças e jovens para a escola é comprovada mesmo quando nos comparamos com os países mais pobres da América Latina. Isso significa que ainda temos vários custos que outros países já não têm mais.

8. A má gestão do dinheiro público não deve ser usada como argumento contrário e também pode ser combatida com mais recursos. Podemos, por exemplo, criar novos sistemas de avaliação de custos x benefícios, pesquisar mais sobre como inovar e melhorar nossa educação e exigir a formação (inicial e em serviço) de secretários de educação. Precisamos investir mais, inclusive na melhoria da gestão.

9. Vários pesquisadores e gestores defendem que precisamos investir na educação integral. Para que o dia letivo de todos os alunos passe a ter 7 ou 8 horas, as redes precisariam quase que duplicar o número de escolas, professores e funcionários.

10. Não há investimento melhor do que na educação pública. Só ela pode garantir que o futuro do país será REALMENTE melhor, com menos problemas de saúde, violência, empregabilidade, desperdício de talentos, moradia, etc.

19.5.13

Em defesa do trabalho dos Professores da SME Rio


Pessoal, quero fazer uma defesa sincera e apaixonada dos Professores da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e do trabalho que eles fazem na autoria de apostilas, livros e aulas digitais.

Conheço bem uma grande parte desses Professores e sei que são profissionais comprometidos, dedicados e que muitas vezes abrem mão de horas de lazer, finais de semana e feriados para conseguirem executar um trabalho de qualidade. Acompanho, com alguma proximidade, esse trabalho de produção, revisão e publicação, encabeçado por Professoras de competência inquestionável, como a Maria De Nazareth (Vovó Naza), a Maria De Fátima e a Ana Veneno. É lógico que, porque somos seres humanos (apesar de robôs e máquinas também falharem), as apostilas, as aulas digitais e os artigos do Rioeduca nunca chegarão a um estado de perfeição. E nenhum livro, de nenhuma editora, tampouco.

Mas nós decidimos apostar no empoderamento e na co-criação, com uma rede que é mega criativa e que gosta de por a mão na massa. As apostilas, as provas e as aulas digitais estão à disposição online, via Rioeduca Net e intranet e recebem críticas e comentários de toda a rede.

Por conta de um problema na hora da formatação de uma tabela, vários canais da mídia estão noticiando um erro das capitais dos estados do nordeste, mas há também muita inverdade sendo veiculada. As apostilas e as aulas digitais não substituem os livros didáticos, a não ser nos três primeiros anos, quando temos o nosso próprio livro e o Pé de Vento, complementando e sendo recursos adicionais à disposição dos professores. Para a quantidade de apostilas, anos, alunos, escolas, o número e a frequência de problemas são ínfimos. Em sala de aula, cada professor continua, com autonomia, decidindo qual as melhores estratégias pedagógicas para cada grupo de alunos.

É um trabalho sério, competente e lindo, que não vamos e não podemos parar. Peço a ajuda de todos nessa defesa contra os argumentos radicais e as inverdades que estão sendo publicadas. Obrigado!!!

26.1.13

O GENTE já repercute

A primeira escola piloto do GENTE ainda nem foi lançada e a repercussão e as expectativas já são enormes!

O Porvir publicou um artigo ontem sobre o novo modelo de escola e em poucas horas o artigo já era um dos mais compartilhados e curtidos do portal! Leia o começo abaixo:

"O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o que o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores."

Para ler o artigo completo, clique: http://porvir.org/porfazer/rio-inaugura-escola-sem-salas-turmas-ou-series/20130125

23.12.12

2013!


O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos _Eleanor Roosevelt

O ano de 2012 foi incrível!
Em 2013, eu desejo que tenhamos muitos sorrisos sinceros, gargalhadas, carinho, trabalhos apaixonados, sonhos antigos realizados e novos sonhos realizáveis.
Desejo, principalmente, que cada um de nós acredite na beleza de nossos sonhos e que nunca abra mão deles.

Boas festas e um 2013 MA-RA-VI-LHO-SO pra todo mundo!!!


19.12.12

Orgulho que não tem fim - a missão

Sempre digo que me sinto muito abençoado, principalmente pela chance de passar por essa vida com pessoas tão especiais - e digo isso me referindo tanto à minha família biológica quanto à minha família escolhida, os meus amigos. Mas algo que me faz agradecer com muita frequência mesmo é o fato de ter os pais que tenho. Já escrevi aqui o quanto admiro a minha mãe e, dessa vez, escrevo sobre o quanto me sinto orgulhoso e abençoado por ter o pai que tenho. Um exemplo de integridade, de pessoa batalhadora e honesta que começou como concursado do Banco do Brasil em Brasília nos anos 70 e se tornou um dos grandes líderes do nosso país, sempre carregando e demonstrando valores sólidos. Ele está da lista dos 100 brasileiros mais influentes da Revista Época, onde estão também a  Secretária Claudia Costin e o Prefeito Eduardo Paes.

Paizão, eu te amo. Muito obrigado por tudo que você fez e faz por mim. Obrigado, principalmente, por você ter investido tempo de qualidade e recursos na minha educação e me mostrado o que é ser um grande homem. 


 

14.12.12

Boas vindas ao GENTE

Escrevi esse texto para dar boas vindas aos Professores do GENTE :)

O que mais faz a diferença em toda e qualquer ação intrinsecamente humana é GENTE. Não importa o quanto as novas tecnologias avancem, isso nunca vai mudar. GENTE que carrega sonhos, valores, visões, características únicas em seu DNA e que continua gerando linguagens e culturas num mundo a cada dia mais multíplice. GENTE que se relaciona, se conecta nos mundos real e virtual, em redes sociais da internet, da escola, da praia ou do bairro para a criação e recriação de visões de si, do meio, do todo e dos mistérios que envolvem a nossa existência.

Na educação não poderia ser diferente. “O importante é o que importa”, nos ensinou um querido Educador*. E nada é mais importante na educação (ou na vida) do que o relacionar-se. As relações entre professores e alunos, entre pupilos e mestres, impregnam suas trajetórias de sentido. Sem elas é impossível se imaginar o desenvolvimento pleno de um ser humano em todas as suas dimensões e com todo o seu potencial. Não se pode SER sem o outro.

A partir desse momento, vocês estão participando de um sonho: a invenção de um novo modelo de Escola onde GENTE sempre estará em primeiro lugar. Nela, as relações humanas são priorizadas, respeitadas e compreendidas em toda a sua totalidade. A paixão, a emoção e o brilho nos olhos serão os principais ingredientes da receita para futuros melhores e para uma educação mais humana.  As novas tecnologias serão utilizadas para aproximar e encantar e não para distanciar ou dividir. Esse modelo nunca estará completamente pronto porque, assim como as pessoas, será constantemente recriado para dar conta de novos desafios.

Como em todo grande sonho, essa realização não será fácil. Teremos várias barreiras a ultrapassar, imprevistos, problemas de última hora e possivelmente alguns nos dirão que não é certo, não conseguiremos, é impossível... O fato é que nunca saberemos se não tentarmos. Se juntarmos tudo o que carregamos conosco de melhor, não haverá obstáculo intransponível.


*Professor Antônio Carlos Gomes da Costa - uma das pessoas mais GENTE que tive o prazer de conhecer.